Consórcios – O que acontece quando ocorre Desistência





Após algumas regras, o valor que já havia sido pago pelo consórcio é reembolsado ao consumidor desistente.

O consórcio é uma das formas mais tradicionais do brasileiro adquirir seu carro, seja novo ou usado. Devido a particularidades desta modalidade de compra, é possível adquirir o bem com parcelamento mais longo e com valor de parcela menor do que em um financiamento tradicional. Mas se houver desistência, como fica?

A grande diferença da questão, é que em um financiamento usual, através de instituições financeiras, o consumidor recebe o veículo no momento da compra. Já com o consórcio, é necessário ter mais paciência.

Algumas vezes, no decorrer do tempo de espera pelo bem, enquanto o consumidor está pagando mensalmente as cotas do consórcio, podem acontecer situações inesperadas, como despesas, diminuição da renda mensal ou até desemprego.

Com uma economia retraída como a atual, na qual os índices de desemprego estão altos, isso não é incomum. Muitas vezes é nessa hora que ocorre a desistência do plano de consórcio!

Quando ocorre a desistência

Ocorrendo a desistência de seguir com o plano, por via de regra comum às administradoras, o consumidor terá os valores já pagos, retidos, ou bloqueados, até que ocorra o final do plano, ou seja, do contrato.

Após isso, serão descontadas algumas taxas e outros, e o valor que já havia sido pago é reembolsado ao consumidor desistente.

Descontentamento





Pela não concordância com tal cláusula contratual, muitos procuram o poder judiciário para tentar buscar o recebimento das cotas pagas antes do término do contrato, pois acreditam que mesmo existindo tal formalidade, ela constitui em um abuso.

Já os tribunais, divergem com relação ao entendimento, sendo que alguns magistrados entendem que a retirada de valores antes do término do grupo de consórcio irá gerar danos aos demais consorciados, pois os valores retirados contribuiriam para a contemplação de seus planos.

Outros tendem a analisar caso a caso, como o perfil do consumidor, valor já pago, valor a pagar, entre outros fatores que possam pesar na decisão.

O fato é que muitas vezes o consumidor consorciado e desistente tem encontrado amparo no judiciário para o ressarcimento de seus valores já pagos.

A conclusão que fica, é que as administradoras devem deixar as regras mais claras possíveis, colocando na “mesa de negociação” todas as vantagens e possíveis desvantagens da modalidade de compra. Afinal, como diz o ditado: “O combinado não sai caro”.

Por Silvano Andriotti

Consórcio de carro



Quer deixar um comentário?

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *