Item de segurança indispensável nos dias atuais foi criado em 1885 nos Estados Unidos e só passou a ser usado em 1958.

Para quem pensa que o cinto de segurança nos carros é coisa de agora, enganou-se. Criado e registrado no ano de 1885, nos Estados Unidos da América pelo nova-iorquino Edward Claghorn. Na sua descrição, o item foi mencionado como equipamento projetado para ser aplicado na direção e defesa preventiva, contendo ganchos e outros pequenos adendos voltados para a proteção.

O item de segurança, que hoje é indispensável aos passageiros dos automóveis, só passou a ser usado no ano de 1958 no modelo Corvette da Chevrolet, mas ainda em sua configuração de tipo abdominal. O surgimento do cinto de segurança com três pontos, aquele modelo preso ao próprio carro e não mais apenas ao banco do passageiro ou do condutor, só foi criado pelo engenheiro da Suécia Nils Bohlin, que trabalhava na Volvo, na ocasião de 1959.

Mas, antes disso e mesmo ainda de que chegasse ao Brasil, alguns fatos, envolvendo o desenvolvimento do cinto de segurança, valem a pena ser lembrados. Por exemplo, no ano de 1903, o inventor da França Gustave Désiré Leveau confeccionou um tipo diferenciado de cinto de segurança para ser utilizado pelos trabalhadores, a fim de sua proteção estivesse assegurada. Já em 1911, mesmo antes de vir à tona nos aviões militares da Segunda Guerra Mundial, o americano Benjamin Foulois adaptou o primeiro cinto de segurança nas aeronaves, com intuito inicial de proteger os passageiros do voo durantes os pousos e turbulências.

Mas, só com a grande contribuição do médico Hunter Shelden, que idealizou os cintos de segurança do tipo retráteis, em favor da diminuição dos casos de lesões na cabeça, é que a indústria automotiva se sentiu mais segura a pensar no cinto de segurança como indispensável nos seus carros. Hunter Shelden contribuíra também com a menção à necessidade de que os carros contassem com carroceria mais reforçada, barras estabilizadores, fechaduras e apoios de passivo, como é o caso do airbag nos carros da época, o que representou um grande avanço.

No Brasil, esse item de segurança que não apenas evita acidentes mais graves, mas previne seu acontecimento, é de uso obrigatório desde a década de 1980. Atualmente, tem se pensado cada vez mais em seu uso em trens e ônibus, incluindo, é claro, seus passageiros em viagens mais longas e velozes.

Por Flávia Alves Figueirêdo Souza

Cinto de segurança

Foto: Divulgação





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